• Bastidores e Tradição: O Peso Político de Milena Galvão na Chapa de Styvenson Valentim

    A indicação da advogada previdenciarista Milena Galvão como segunda suplente na chapa do senador Styvenson Valentim redesenha os tabuleiros políticos regionais, integrando uma linhagem influente do interior do Rio Grande do Norte à candidatura de reeleição do parlamentar.

    O Histórico Político de Milena Galvão

    • Liderança no Seridó: Natural da região e com base eleitoral consolidada no município de Currais Novos, Milena traz consigo o recall da disputa municipal de 2024, quando foi eleita vice-prefeita na chapa encabeçada por Lucas Galvão (PT) com 50,66% dos votos válidos (mais de 12 mil votos).
    • Tradição Familiar: Milena pertence a uma das famílias mais tradicionais da política potiguar. Ela é irmã de Ezequiel Ferreira (PSDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do RN (ALRN) e líder do partido no estado. Essa ligação familiar garante trânsito livre entre prefeitos, deputados e lideranças do interior.
    • Atuação como Advogada: Além da carreira pública, atua fortemente em seu escritório de Advocacia Previdenciária na região Centro de Currais Novos, o que a aproxima das demandas sociais locais e do eleitorado de base.

    O Xadrez Eleitoral e a Mudança de Palanque

    Até a definição com Styvenson, o destino político de Milena Galvão oscilava conforme as articulações do irmão. Diante do flerte inicial do PSDB com o PT, ela chegou a ser cotada para figurar como vice na chapa majoritária de Cadu Xavier.

    Contudo, acompanhando a guinada partidária liderada por Ezequiel Ferreira, Milena endossou a decisão de subir no palanque da oposição, consolidando o apoio oficial à chapa majoritária de Álvaro Dias e Babá Pereira (ambos do PL) para o Governo do Estado. Esse realinhamento selou a aliança com Styvenson Valentim, aproximando o senador, conhecido pelo discurso independente, de uma das maiores legendas partidárias do estado.

    A Definição das Suplências

    A montagem da chapa do senador traz diferentes arranjos políticos e familiares:

    Posição na ChapaNome EscolhidoStatus / Perfil Político
    Titular (Senado)Styvenson Valentim (Podemos)Candidato à reeleição com forte apelo de renovação e discursos de combate à política tradicional.
    1ª SuplênciaIndefinida / Anne Kelly ValentimEm aberto. Cogita-se o nome da irmã do senador, gerando debates e contraponto ao antigo discurso antinepotismo do parlamentar.
    2ª SuplênciaMilena Galvão (PSDB)Confirmada. Advogada, vice-prefeita de Currais Novos e representante do grupo político do Seridó.
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  • Brasil registra recorde de 9 milhões de fraudes financeiras no primeiro semestre de 2026.

    Impulsionados por golpes no Pix e celulares, registros crescem 10,26%; nova resolução do Banco Central aumentou a detecção de fraudes entre instituições bancárias.

    O ambiente digital consolidou-se como o principal campo de atuação de organizações criminosas especializadas em estelionato no Brasil. Um levantamento estatístico inédito publicado pela Quod, empresa especializada em inteligência de dados, revelou que o país registrou mais de 9 milhões de indícios de fraudes financeiras nos primeiros seis meses de 2026. O volume representa uma alta de 10,26% em comparação com o segundo semestre do ano passado, quando foram computadas 8,26 milhões de ocorrências entre tentativas suspeitas e golpes consumados.

    Para especialistas em segurança e mercado de crédito, a explosão nos indicadores reflete uma mudança regulatória estrutural. O avanço decorre da implementação prática da Resolução nº 501 do Banco Central (BC), que obrigou o compartilhamento em tempo real de dados de segurança e suspeitas entre todas as instituições financeiras operantes no país. Com o monitoramento unificado e inteligente, transações fraudulentas que antes ficavam “invisíveis” individualmente passaram a ser mapeadas e registradas em massa.

    O Raio-X dos Golpes: Celular e Pix Lideram

    Os dados extraídos do Registro Unificado de Fraudes (Rufra) escancaram a vulnerabilidade do ecossistema móvel no cotidiano do brasileiro:

    • O Canal: O smartphone consolidou-se como a principal arma dos criminosos, estando envolvido em 78% de todas as ocorrências de fraudes apuradas.
    • A Rota do Dinheiro: O Pix foi o meio de pagamento utilizado em 85% das movimentações de recursos ilícitos, impulsionado pela velocidade imediata de transferência de valores. Além disso, as contas correntes tradicionais figuraram em 94% dos registros como destino final ou intermediário das fraudes.
    • O Perfil das Vítimas: Ao todo, 3,1 milhões de cidadãos sofreram golpes no semestre. Embora o imaginário popular associe idosos como alvos fáceis, a realidade matemática surpreende: a faixa etária entre 18 e 34 anos concentrou 49,06% do volume de registros, seguida pelo grupo de 35 a 49 anos, com 29,98%.

    A Força da Engenharia Social

    Quatro em cada dez fraudes aplicadas no período ocorreram por meio de técnicas de engenharia social. Nessa modalidade, o criminoso não invade o sistema bancário por meio de hackers, mas sim manipula psicologicamente a vítima usando gatilhos como urgência, ameaças de bloqueio ou medo para que ela mesma repasse senhas ou efetue transferências induzidas pelo telefone.

    Entre as principais artimanhas registradas no período estão o golpe do “falso funcionário/central antifraude de banco”, o “falso advogado” e as páginas falsas patrocinadas em redes sociais mimetizando lojas reais.

    Diante do prejuízo em massa — concentrado majoritariamente em consumidores com renda de até dois salários mínimos —, o setor de tecnologia começou a reagir. Recentemente, o Google e o Ministério da Justiça fecharam um acordo inédito na internet brasileira que passou a banir e bloquear anúncios de serviços ou produtos financeiros por contas que não possuam um selo oficial de verificação, reduzindo a circulação de falsas promessas de ganho rápido no buscador.


    Como se Proteger e o que Diz a Justiça

    A jurisprudência atual do direito do consumidor aponta que os bancos podem e devem ser responsabilizados se houver falha sistêmica na segurança, como a autorização de transações gigantescas completamente incompatíveis com o perfil usual de gastos do correntista. Conforme juristas, a validação de uma transferência por biometria ou token não encerra a discussão jurídica caso fique provado o contexto de coação ou manipulação psicológica severa.

    Para prevenir danos imediatos, autoridades policiais e o Banco Central recomendam regras de ouro de segurança digital:

    1. Desconfie de ligações de centrais: Bancos nunca realizam chamadas telefônicas solicitando senhas, tokens, estornos automáticos ou transferências para “contas seguras” de teste.
    2. Corte o contato sob pressão: Caso receba mensagens urgentes de parentes pedindo dinheiro via aplicativos de mensagens ou avisos alarmantes sobre transações suspeitas, desligue o telefone e busque contato pelos canais oficiais verificados do seu banco.
    3. Use autenticação multifatorial: Ative a verificação em duas etapas em todos os e-mails, redes sociais e aplicativos financeiros instalados no celular.
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  • Prouni 2026/2: Prazo para comprovação da 1ª chamada termina esta semana.

    Candidatos pré-selecionados têm até sexta-feira para garantir a bolsa; veja as próximas datas do cronograma oficial do MEC.

    O Ministério da Educação (MEC) segue com as etapas do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao segundo semestre de 2026. O programa, que registrou mais de 529 mil inscritos, disponibilizou nesta edição 471.304 bolsas de estudo (divididas entre integrais e parciais de 50%) em 879 instituições particulares de ensino superior de todo o país.

    Para quem foi pré-selecionado na primeira chamada, divulgada no dia 15 de julho, o momento é decisivo. O prazo regulamentar para comparecer às respectivas faculdades e realizar a comprovação das informações de inscrição vai até esta sexta-feira, 24 de julho. A perda desta janela resulta na desclassificação automática do candidato.


    Cronograma Completo: Próximas Etapas

    Os estudantes que não foram convocados na rodada inicial ou que aguardam novas oportunidades devem ficar atentos às datas oficiais consolidadas pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior:

    • 15 a 24 de julho de 2026: Comprovação de informações dos candidatos pré-selecionados na 1ª chamada.
    • 5 de agosto de 2026: Divulgação do resultado da 2ª chamada.
    • 5 a 14 de agosto de 2026: Comprovação de informações e entrega de documentos dos convocados na 2ª chamada.
    • 26 e 27 de agosto de 2026: Prazo para os estudantes manifestarem interesse em participar da Lista de Espera.
    • 1º de setembro de 2026: Divulgação do resultado oficial da Lista de Espera.
    • 1º a 14 de setembro de 2026: Entrega de documentação para comprovação dos candidatos selecionados via Lista de Espera.

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  • Crise na Previdência: Rombo do IPERN chega a R$ 55,9 bilhões e Tesouro do RN injeta R$ 150 milhões por mês

    Déficit atual acumulado asfixia finanças do Executivo estadual; Justiça impõe prazo de 90 dias para plano de reequilíbrio sob pena de multa diária.

    O Instituto de Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte (IPERN) enfrenta o momento mais crítico de sua história fiscal. Relatórios oficiais apresentados ao Conselho Estadual de Previdência Social consolidaram que o déficit atual do IPERN atingiu a marca de R$ 55,94 bilhões. O montante representa a projeção matemática da diferença entre o que o estado arrecadará e o total que precisará desembolsar para cobrir as aposentadorias e pensões futuras de seus servidores públicos.

    No curto prazo, a asfixia financeira é imediata. Mensalmente, as receitas próprias de contribuição não cobrem a folha de pagamentos, obrigando o Tesouro Estadual a repassar R$ 150 milhões por mês para complementar os salários dos inativos. Conforme dados, a despesa previdenciária consome cerca de 34% de todo o orçamento do estado, colocando o Rio Grande do Norte no topo do ranking nacional de dependência fiscal com inativos, superando estados historicamente endividados como o Rio de Janeiro (24%).


    As Principais Causas do Rombo

    Especialistas em finanças públicas apontam que o colapso do sistema potiguar decorre de uma soma de fatores demográficos, históricos e de gestão:

    O IPERN criado em 1962 com 15 mil contribuintes, hoje o número de beneficiários ultrapassou a marca.
    • Inversão da Pirâmide Funcional: O regime estadual opera em modelo de repartição simples. Atualmente, há 49.374 servidores na ativa para sustentar um contingente de 45.686 aposentados e 8.325 pensionistas. A quase paridade de um trabalhador ativo para um inativo quebra a sustentabilidade matemática do sistema.
    • A Regra da Paridade: Benefícios concedidos com direito à paridade integral (reajustes iguais aos servidores da ativa) continuam pressionando as contas. Embora a Emenda Constitucional de 2003 tenha extinguido o direito para novos ingressantes, o estoque de servidores antigos resguardados pela lei gera forte impacto continuado.
    • Unificação de Fundos Passada: O Ministério Público do RN (MPRN) aponta que erros históricos de gestão, como a unificação dos fundos previdenciário e financeiro realizada em 2014, desidrataram as reservas de longo prazo que haviam sido criadas para dar sustentabilidade ao sistema, gerando um prejuízo isolado estimado em R$ 566,7 milhões.

    Decisões Judiciais e Pressão de Órgãos de Controle

    Diante do risco iminente de colapso, as instituições de controle estipularam limites duros à gestão da governadora Fátima Bezerra. A 4ª Vara da Fazenda Pública de Natal atendeu a uma ação civil do Ministério Público e emitiu uma sentença determinando que o Governo do RN e o IPERN apresentem, em 90 dias, um plano estruturado de reequilíbrio financeiro.

    A determinação exige que as metas de amortização do rombo passem a constar de forma explícita nas leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA). Caso o plano não seja entregue, o Executivo arcará com uma multa diária de R$ 10 mil.

    Além disso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) determinou que o IPERN proíba novos resgates e saques de aplicações financeiras de investimentos de longo prazo para cobrir os rombos imediatos do caixa mensal, obrigando o Tesouro a assumir diretamente a insuficiência sob pena de sanções diretas.


    Previsões e as Alternativas do Estado

    Se nada for feito, a previsão para daqui a 30 anos é ainda pior.

    No curto prazo, a principal aposta de alívio emergencial do IPERN para o ano de 2026 é a liberação de créditos da Compensação Previdenciária (COMPREV) junto à União. O estado tem um potencial de reaver R$ 771,8 milhões travados por pendências burocráticas históricas junto ao INSS e à Dataprev. De acordo com os últimos relatórios técnicos do órgão, cerca de R$ 400 milhões desse montante são esperados para entrar nos cofres públicos até o fim de 2026.

    Contudo, conselheiros econômicos advertem que o dinheiro da compensação federal é apenas um paliativo. Para o presidente do Conselho Estadual de Previdência, Eleazar de Brito, a solução permanente exigirá a equalização do déficit entre todos os Poderes (obrigando o Tribunal de Justiça e a Assembleia Legislativa a participarem ativamente no custeio das despesas de inativos de seus respectivos quadros), além de rígidas reformas administrativas continuadas. Sem essas medidas estruturais, o orçamento potiguar permanecerá engessado, inviabilizando investimentos essenciais em saúde, segurança e infraestrutura.

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  • Eleições 2026: Mais de 2,6 milhões de potiguares vão às urnas em pleito decisivo para o RN.

    Com crescimento do eleitorado, estado se prepara para escolher novos representantes; especialistas alertam que votos brancos e nulos não anulam eleição e reforçam a importância do voto válido.

    O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) consolidou os dados oficiais para as eleições gerais de 2026. Ao todo, 2.642.115 eleitores potiguares estão aptos a comparecer às urnas no primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro. O número representa um crescimento consistente em relação aos pleitos anteriores, impulsionado principalmente pelas campanhas de regularização de títulos e pela biometrização de novas parcelas de jovens cidadãos.

    Este imenso contingente de eleitores terá a responsabilidade de desenhar o futuro político do estado e do país para os próximos quatro anos. No RN, a disputa majoritária está afunilada na sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT) — que deixa o cargo após dois mandatos —, além da renovação de cadeiras no Senado Federal, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

    O Peso do Voto Válido: Desmistificando Mitos Eleitorais

    Com a proximidade do pleito, cientistas políticos e o próprio tribunal reforçam uma campanha educativa crucial: a importância do voto válido. Historicamente, circula entre a população o mito de que, se mais de 50% dos eleitores votarem em branco ou nulo, a eleição é cancelada e um novo pleito com novos candidatos deve ser convocado.

    Essa informação é juridicamente falsa. A Constituição Federal e o Código Eleitoral brasileiro determinam expressamente que o resultado de uma eleição é calculado apenas com base nos votos válidos (aqueles direcionados explicitamente a um candidato ou a uma legenda partidária).

    Na prática, os votos brancos e nulos funcionam meramente como uma manifestação de descontentamento ou abstenção; eles são descartados pelo sistema de totalização e não entram na conta final. Isso significa que, se em um município hipotético apenas duas pessoas exercerem o voto válido e todo o restante da população votar nulo, a eleição será perfeitamente legítima e decidida pela escolha daquelas duas únicas pessoas.

    Portanto, deixar de votar de forma válida não anula o processo; apenas transfere o poder de decisão para os outros eleitores, diminuindo a quantidade de votos necessários para que um candidato seja eleito.

    O Raio-X do Eleitorado Potiguar em 2026

    Os dados estatísticos detalhados pelo tribunal revelam o perfil de quem decide o futuro do Rio Grande do Norte:

    • Predomínio Feminino: As mulheres continuam sendo a maioria expressiva da força eleitoral no estado, representando cerca de 53% do eleitorado apto.
    • Os Maiores Colégios Eleitorais: A capital, Natal, lidera isolada como o maior colégio eleitoral do estado, concentrando mais de 580 mil eleitores. Em segundo lugar consolidado está Mossoró, na região Oeste, com mais de 180 mil cidadãos aptos, seguida por Parnamirim, na Região Metropolitana, que apresenta o maior crescimento proporcional de eleitores nos últimos anos.
    • Inclusão: O número de eleitores que declararam a necessidade de atendimento especial no momento da votação e o registro de nomes sociais por pessoas trans e travestis atingiram recordes históricos no estado, refletindo maior acessibilidade no processo democrático.

    O Cenário do Pleito de 2026 no RN

    As eleições deste ano prometem ser uma das mais acirradas da história recente do Rio Grande do Norte. No plano estadual, a disputa pelo Poder Executivo conta com três frentes principais de alta intensidade: a liderança nas pesquisas do atual prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que lidera uma forte coalizão de oposição; o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), chancelado por importantes alianças como o PSDB; e o candidato governista Carlos Eduardo Xavier, o “Cadu” (PT), que busca assegurar a continuidade do projeto político da atual gestão estadual com o apoio direto da máquina partidária e do presidente Lula.

    Para além do governo estadual, a população definirá as duas novas vagas de senadores pelo RN, os representantes que ocuparão as 8 cadeiras do estado na Câmara Federal em Brasília e os 24 deputados estaduais que ditarão os rumos legislativos na Assembleia do RN.

    A recomendação do TRE-RN é que o eleitor não deixe para a última hora a consulta ao seu local de votação e seção, que podem ser verificados de forma rápida e gratuita pelo aplicativo e-Título.

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  • Nova regra de trabalho em feriados entra em vigor e exige convenção coletiva no comércio.

    Decisão do Ministério do Trabalho retira autonomia unilateral dos empresários e gera impacto em lojas, shoppings e supermercados; serviços essenciais mantêm abertura permanente.

    O cenário das relações trabalhistas no comércio brasileiro passa por uma mudança estrutural definitiva. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou a Portaria nº 1.316, que regulamenta especificamente o funcionamento de estabelecimentos comerciais durante os feriados nacionais, estaduais e municipais. A partir de agora, a abertura das portas e a escalação de funcionários nessas datas deixam de ser uma decisão exclusiva do empregador e passam a depender, obrigatoriamente, de previsão em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) celebrada entre os sindicatos patronal e laboral.

    A medida sepulta o modelo vigente desde 2021, que dava ampla liberdade às empresas. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o novo texto é fruto de um longo processo de diálogo tripartite envolvendo o governo, representantes dos trabalhadores e confederações do comércio (como a Confederação Nacional do Comércio e federações estaduais), após a regra ter sido adiada cinco vezes para a busca de consenso.

    O que muda na prática?

    Com a nova portaria, acordos individuais assinados diretamente entre patrão e empregado perdem a validade legal para justificar o trabalho em feriados. Lojas de rua, shopping centers e redes de supermercados só poderão convocar suas equipes se houver uma convenção coletiva vigente chancelada pelo sindicato da categoria.

    Fatores cruciais como a porcentagem do pagamento adicional (com mínimo de 100% ou pagamento em dobro), a concessão de folgas compensatórias subsequentes e o fornecimento de auxílio-alimentação/transporte diferenciado deverão ser obrigatoriamente amarrados na mesa de negociação coletiva.

    É importante destacar que a mudança afeta exclusivamente os feriados. O funcionamento do comércio aos domingos segue sem alterações, resguardado pela Lei nº 10.101/2000.

    Setores isentos: Quem tem autorização permanente?

    Para evitar o desabastecimento da população e prejuízos ao turismo, o Governo Federal restabeleceu uma lista de atividades que possuem autorização permanente para funcionar em feriados, sem a necessidade de um aval do sindicato. Entre as principais exceções listadas pela Exame e pelo portal G1 estão:

    • Alimentação e essenciais: Padarias (venda de pães e biscoitos), feiras livres e mercados de conveniência de primeira necessidade.
    • Saúde e utilidade pública: Farmácias (inclusive as de manipulação) e postos de combustíveis ou comércio varejista de gás de cozinha (GLP).
    • Turismo, lazer e hotelaria: Hotéis, pousadas, restaurantes, bares, agências de turismo e locadoras de veículos.
    • Estética e serviços: Barbearias, salões de beleza, lavanderias (inclusive hospitalares) e serviços funerários.

    Impacto no RN: Turismo respira aliviado

    No Rio Grande do Norte, onde a economia é altamente impulsionada pela atividade turística, o anúncio gerou reações imediatas dos setores produtivos. Em entrevista à Tribuna do Norte, representantes do setor hoteleiro potiguar ressaltaram que a rotina de hospitalidade em destinos consolidados, como Natal, Praia da Pipa e São Miguel do Gostoso, não sofrerá descontinuidade.

    Como a hotelaria e a gastronomia (bares e restaurantes) entram na lista de exceções permanentes do decreto, os estabelecimentos seguirão operando normalmente através de suas escalas de revezamento tradicionais. “Para os visitantes, a expectativa é de total normalidade. O setor está preparado e a medida confere a previsibilidade necessária”, apontou Edmar Gadelha à publicação local.

    Por outro lado, o comércio varejista tradicional de calçadões, shoppings e os grandes supermercados do estado que não possuírem convenções assinadas precisarão correr contra o tempo nas rodadas de negociação sindical se quiserem abrir nas próximas datas comemorativas civis ou religiosas.

    Fiscalização e punições severas

    As empresas que desrespeitarem a legislação e escalarem funcionários sem o respaldo da CCT estarão cometendo uma infração grave. De acordo com juristas e fiscais do trabalho, as sanções incluem:

    1. Multas administrativas definitivas aplicadas pelo Ministério do Trabalho;
    2. Obrigatoriedade de pagamento retroativo de horas extras abusivas;
    3. Processos e passivos trabalhistas de natureza individual ou ações civis coletivas movidas pelos sindicatos de trabalhadores.

    A recomendação imediata das equipes de Recursos Humanos e assessorias contábeis é que as empresas façam uma auditoria em seus calendários e reabram os canais de negociação coletiva com urgência.

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  • Governo Lula gasta 5 milhões por dia em viagens em 2026.

    O governo Lula (PT) já gastou quase R$ 1 bilhão em viagens oficiais em 2026, segundo levantamento divulgado com base nos dados de despesas públicas.

    Somente nas duas primeiras semanas de julho, os gastos aumentaram em R$ 154,6 milhões. No acumulado do ano, a conta chegou a R$ 998,6 milhões, conforme informações do Diário do Poder.

    A maior parte da despesa está nas diárias pagas a servidores, que somam R$ 558,3 milhões. As passagens aéreas representam outros R$ 437,6 milhões pagos pelos cofres públicos.

    As viagens internacionais já consumiram R$ 126,8 milhões, o equivalente a cerca de 13% de todo o gasto com deslocamentos.

    Em média, o governo federal gastou cerca de R$ 5 milhões por dia com viagens ao longo deste ano.

    Só nas últimas duas semanas, as diárias pagas aos funcionários públicos representaram quase R$ 90 milhões em despesas.

    Além das passagens e diárias, outros custos relacionados às viagens, como taxas e seguros, já ultrapassam R$ 6 milhões em 2026.

    Fonte: Blog do BG

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  • Funcionário do BB vazou dados de clientes de todo o Brasil para facção.

    A Justiça do Rio de Janeiro converteu em preventiva a prisão do funcionário do Banco do Brasil (BB), Carlos Luiz Araújo Pelegrino, suspeito de vazar dados sigilosos de quase 2,9 mil contas bancárias de clientes de todo o país para alimentar um servidor externo controlado por uma organização criminosa especializada em fraudes.

    O funcionário, que atuava na instituição há mais de 20 anos, utilizou suas credenciais profissionais e facilidade de acesso ao sistema interno para coletar as informações. De acordo com os relatórios das investigações conduzidas pelas autoridades com suporte da segurança institucional do próprio banco, o esquema resultou em um prejuízo estimado de R$ 1,43 milhão.

    Como Funcionava o Esquema Criminoso

    Aproveitando-se de seu cargo e das permissões internas que possuía, o funcionário realizava consultas indevidas e extraía dados cruciais para a aplicação de golpes financeiros. O monitoramento técnico apontou que a ação criminosa envolveu 4.105 registros de consultas, atingindo exatamente 2.898 contas bancárias.

    Dentre as informações sigilosas repassadas pelo funcionário à facção, estavam:

    • Nomes completos e números de CPF;
    • Números de telefone dos correntistas;
    • Saldos bancários atualizados;
    • Limites de crédito disponíveis para transferências via Pix.

    Esses dados sensíveis eram enviados em tempo real para um servidor externo ligado aos fraudadores. A quadrilha utilizava o detalhamento das contas para realizar saques indevidos, transferências fraudulentas e aplicar golpes customizados contra os correntistas do banco. As contas lesadas pertenciam a clientes espalhados por 585 agências do Banco do Brasil, localizadas em diferentes regiões do território nacional.

    Atuação da Justiça e Conversão da Prisão

    O bancário havia sido preso em flagrante durante as investigações. Na audiência de custódia realizada no Rio de Janeiro, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do seu Núcleo de Atuação Perante as Centrais de Audiência de Custódia (NACAC), se manifestou pedindo a alteração do regime de detenção.

    A Justiça fluminense acolheu o pedido e decretou a prisão preventiva do investigado. Na decisão judicial, o magistrado destacou a extrema gravidade da conduta, a complexa estrutura digital montada pela organização para receber os dados, a severa quebra de confiança corporativa por parte de um profissional sênior da instituição e o risco que sua liberdade representaria à ordem pública e à coleta de novas provas.

    O funcionário do banco responde formalmente pelos crimes de acesso ilegal a sistemas informatizados, tentativa de furto mediante fraude e participação em organização criminosa. As investigações seguem em andamento pelas autoridades policiais para identificar os outros integrantes da facção que operavam o servidor externo e dimensionar o alcance final das fraudes aplicadas no país.

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  • Falta de Mão de Obra: Realidade do Brasil e do Seridó

    Engana-se quem pensa que esse drama se restringe aos grandes centros industriais do Sudeste. A crise de abastecimento profissional cruzou fronteiras e fincou raízes no interior do país, atingindo fortemente a região do Seridó, no Rio Grande do Norte. No coração do semiárido potiguar, cidades historicamente marcadas pela força de sua indústria têxtil, do comércio e da construção civil sofrem para preencher postos de trabalho fundamentais. O reflexo local é idêntico ao nacional: canteiros de obras operando abaixo da capacidade, empresários disputando profissionais técnicos a peso de ouro e investimentos travados por um gargalo que ameaça a sustentabilidade econômica regional.

    O Brasil enfrenta um paradoxo econômico severo: ao mesmo tempo em que milhões de cidadãos buscam colocação profissional, o setor produtivo nacional vive um verdadeiro “apagão” de mão de obra especializada. A falta de profissionais com as competências exigidas pelo mercado de trabalho contemporâneo deixou de ser apenas um desafio de Recursos Humanos e tornou-se um dos maiores entraves ao crescimento econômico do país, impactando diretamente a produtividade e a competitividade global.

    O Rombo Bilionário na Economia

    De acordo com o diagnóstico da agenda Compromissos para um Brasil Competitivo, lançado pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), a escassez de mão de obra qualificada gera um impacto financeiro estimado em R$ 335 bilhões por ano ao setor produtivo brasileiro.

    Esse prejuízo se manifesta de forma invisível, mas destrutiva:

    • Perda de eficiência: Redução drástica na capacidade de gerar valor por hora trabalhada (na indústria de transformação, houve queda de 7% nos últimos anos).
    • Atraso estrutural: Projetos estratégicos e expansões de soluções digitais ficam travados ou perdem velocidade pela falta de braços capacitados.
    • Queda na Competitividade: Como reflexo direto dessa ineficiência, o Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade, ocupando a amarga 65ª posição entre 70 países avaliados.

    Vagas Sobram e 80% das Empresas Amargam Dificuldades

    A discrepância entre os currículos recebidos e a real necessidade das empresas atinge níveis alarmantes. Segundo a mais recente Pesquisa Global de Escassez de Talentos, realizada pelo ManpowerGroup, 80% dos empregadores brasileiros afirmam enfrentar sérias dificuldades para preencher suas vagas em aberto.

    O dado coloca o Brasil em patamar bem superior à média global (que é de 72%). O problema se agrava conforme o porte da instituição: entre as grandes organizações (que possuem de 1.000 a 4.999 funcionários), o índice de escassez atinge impressionantes 90%. Regionalmente, o estado de São Paulo lidera o ranking de dificuldade com 88%, seguido por Minas Gerais (85%) e Rio de Janeiro (80%).

    Os Setores Mais Prejudicados

    Embora o descompasso afete quase todos os segmentos comerciais, algumas áreas enfrentam cenários críticos de paralisação técnica:

    • Recursos Naturais e Energia (59% de dificuldade): Faltam severamente engenheiros de minas, engenheiros ambientais e técnicos em segurança operacional.
    • Construção Civil (58% de dificuldade): O setor passou por uma modernização acelerada. Antes focada em trabalho braçal pouco qualificado, hoje a construção exige operários polivalentes, mestres de obras com sólida formação técnica e engenheiros voltados a práticas de sustentabilidade.
    • Tecnologia da Informação e Inovação: É o segmento onde os processos seletivos são mais demorados. Apenas 14% das empresas de tecnologia conseguem preencher uma vaga técnica em menos de um mês. Para metade delas, a busca consome entre 60 e 90 dias devido ao avanço acelerado da inteligência artificial e da automação.
    • Indústria de Transformação e Automotiva: Profissões industriais tradicionais (como mecânicos de precisão, eletricistas de manutenção, soldadores e programadores de máquinas) foram postas em segundo plano pelas novas gerações, gerando falta de renovação no chão de fábrica.

    As Causas do Descompasso

    O abismo entre as vagas e os profissionais decorre de uma soma de fatores estruturais e comportamentais:

    1. Déficit na Educação Técnica: No Brasil, somente 21,5% dos estudantes do ensino médio estão matriculados em cursos técnicos ou profissionalizantes. Em países membros da OCDE, essa proporção varia entre 35% e 65%.
    2. Mudança Cultural Pós-Pandemia: Profissionais mais jovens têm demonstrado preferência por flexibilidade, optando por atuar de forma autônoma (como freelancers, prestadores de serviços digitais ou no mercado de aplicativos) a se submeterem a empregos formais tradicionais rígidos.
    3. Envelhecimento Profissional: Especialistas seniores de áreas industriais estão se aposentando, e a baixa atratividade de carreiras técnicas para os jovens impede uma reposição à altura.

    Caminhos para o Futuro

    Especialistas e entidades produtoras concordam que a resolução exige metas agressivas de estado. O plano proposto pelo MBC prevê que, até 2030, o Brasil eleve para 35% o total de estudantes inseridos no ensino médio técnico. Paralelamente, há a urgente necessidade de criação de um Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional e de uma forte aproximação entre as grades curriculares das escolas e o dia a dia tecnológico das indústrias, estancando o gargalo financeiro antes que ele inviabilize o crescimento do PIB.

    Leia mais →: Falta de Mão de Obra: Realidade do Brasil e do Seridó
  • Guia Completo dos Direitos do Consumidor e Canais de Reclamação

    Hoje ao adquirir um produto, geralmente o vendedor vem com:

    Temos a nossa garantia, a loja se responsabiliza por defeitos, quebra, é mais fácil de lidar, de resolver, vem N razões para que você compre o serviço, o que não é bem assim. E como informação adquirida é tesouro compartilhado, trazemos para você seus principais direitos ao adquirir um produto.

    O Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante uma série de proteções essenciais para equilibrar as relações de consumo, acompanhando o cidadão desde a escolha de um produto até o pós-venda. Conhecer essas normas é fundamental para exigir que a lei seja cumprida e evitar prejuízos.

    1. Principais Direitos ao Adquirir um Produto

    • Direito à Informação: Antes da compra, o consumidor deve receber especificações claras sobre o preço total, formas de pagamento, juros, prazos de entrega e eventuais riscos à saúde ou segurança.
    • Cumprimento Forçado da Oferta: O fornecedor é obrigado a cumprir exatamente o que prometeu em folhetos, sites ou anúncios. Caso recuse, o comprador pode exigir a entrega forçada do item, aceitar um produto equivalente ou rescindir o contrato com devolução total do dinheiro.
    • Proteção Contra Publicidade Enganosa: É proibida qualquer propaganda que induza ao erro sobre as características ou qualidade do produto. Se isso ocorrer, o consumidor tem direito ao cancelamento da compra e à restituição dos valores pagos.
    • Direito de Arrependimento: Exclusivo para compras feitas fora do estabelecimento físico (como internet, telefone ou catálogo). O consumidor tem até 7 dias corridos, a contar do recebimento, para desistir da compra sem precisar apresentar justificativa, recebendo o reembolso integral, inclusive do frete.

    2. Regras em Caso de Defeito (Bens Duráveis)

    Quando um bem durável (como eletrônicos, eletrodomésticos ou móveis) apresenta defeito, a legislação estabelece prazos claros de responsabilidade para a loja e o fabricante:

    • Prazo para Reclamar (Garantia Legal): O consumidor tem 90 dias para registrar a queixa. Se o defeito for aparente, o prazo conta a partir do recebimento do produto. Se for um defeito oculto (que só aparece com o uso regular ao longo do tempo), os 90 dias começam a contar a partir do momento em que o problema é descoberto, desde que o item esteja dentro de sua vida útil estimada.
    • Prazo para Conserto: Após a reclamação, a empresa tem até 30 dias para sanar o vício. Se o problema não for resolvido nesse período, o consumidor pode escolher imediatamente entre: a substituição do produto por outro novo, a restituição imediata do valor pago (atualizada monetariamente) ou o abatimento proporcional do preço.
    • Produtos Essenciais: Se o defeito ocorrer em um item considerado essencial (como geladeira, fogão ou celular de trabalho), não é necessário esperar o prazo de 30 dias de conserto; a troca ou devolução do dinheiro deve ser viabilizada imediatamente.

    3. Quem Procurar se os Direitos Forem Desrespeitados?

    Caso a loja ou o fabricante se recusem a cumprir a lei, o consumidor deve reunir suas provas (nota fiscal, protocolos de atendimento, e-mails e prints) e acionar os seguintes canais:

    • Plataformas Digitais (Solução Rápida): Sites como o Consumidor.gov.br (serviço público monitorado pela Senacon e Procons) e o Reclame Aqui (plataforma privada de alta relevância) permitem registrar a queixa online, com respostas em poucos dias.
    • Procon: Órgão público oficial que atua na esfera administrativa, notificando as empresas, realizando audiências de conciliação e aplicando multas pelo descumprimento das leis.
    • Juizado Especial Cível – JEC (Pequenas Causas): Voltado para ações judiciais mais rápidas. Para causas de até 20 salários mínimos, não é necessário advogado; para valores entre 20 e 40 salários mínimos, a presença de um advogado ou defensor público é obrigatória.
    • Defensoria Pública ou Advogado: Indicados para situações mais complexas, valores altos ou quando há a necessidade de pleitear indenizações por danos morais graves na Justiça comum.
    Leia mais →: Guia Completo dos Direitos do Consumidor e Canais de Reclamação

João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

São mais de 20 anos dedicados à comunicação no Seridó e no Rio Grande do Norte, com atuação consolidada no jornalismo e no rádio, sempre marcada pela credibilidade, clareza e compromisso com a informação de interesse público. Sua comunicação se destaca pela responsabilidade editorial e pela capacidade de traduzir temas relevantes de forma acessível e impactante.

Mais do que informar, JB Moura comunica propósito. Em suas palestras e no Minuto Esperança, une conhecimento, fé e experiência para transmitir mensagens que despertam consciência, fortalecem valores e oferecem direção, impactando vidas com profundidade e esperança.

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