• O Raio-X do Seridó: O que dizem os números do IBGE sobre o encolhimento e o crescimento das nossas cidades.

    Novas estimativas oficiais confirmam a força polarizadora de Caicó e Currais Novos, mas acendem alerta para a perda de habitantes em pequenos municípios.

    A região do Seridó potiguar, composta por 24 municípios, passa por uma visível transição demográfica. A análise cruzada dos dados consolidados do Censo Demográfico e as recém-divulgadas estimativas populacionais pelo IBGE revelam um fenômeno de centralização regional: enquanto os grandes polos e algumas cidades industriais avançam, pequenos municípios rurais enfrentam o esvaziamento populacional e a migração de seus jovens.

    Historicamente, o Seridó soma uma população residente que gira em torno de 284 mil habitantes. Contudo, a distribuição desse contingente humano é extremamente desigual.

    As Quatro Grandes Potências do Seridó

    Os dados estatísticos consolidam a existência de uma “hierarquia urbana” muito clara na região. Apenas quatro municípios concentram a esmagadora maioria da atividade econômica, habitacional e de serviços do Seridó

    • Caicó (1º lugar): Mantém-se isolado como o maior polo político e comercial da região. O Censo registrou 61.146 habitantes, e as novas projeções do IBGE apontam um crescimento contínuo, estimando o município com 63.338 pessoas. Curiosamente, a Zona Oeste de Caicó, se fosse emancipada, seria a 5ª maior cidade de toda a região;
    • Currais Novos (2º lugar): O coração da região do Tungstênio e polo educacional registrou 41.313 habitantes no Censo. Apesar de ter apresentado uma leve retração de -3,13% no comparativo com a década passada, as estimativas apontam uma recuperação com a população projetada em 42.915 residentes;
    • Parelhas (3º lugar): Impulsionada pelo forte setor de cerâmica, mineração e comércio, Parelhas consolidou um crescimento expressivo de +5,63%, atingindo 21.499 moradores no Censo;
    • Jucurutu (4º lugar): Fecha o grupo das maiores potências municipais do Seridó, abrigando uma população residente na casa das 17.700 pessoas;

    A lista segue da seguinte forma:

    • Lagoa Nova 15.534 habitantes
    • Jardim de Piranhas 14.532 habitantes
    • Jardim do Seridó 11.655 habitantes
    • Cerro Corá 11.029 habitantes
    • Florânia 10.196 habitantes
    • 10ºAcari 10.181 habitantes
    • 11ºCarnaúba dos Dantas 7.992 habitantes
    • 12ºCruzeta 7.948 habitantes
    • 13ºSão João do Sabugi 5.956 habitantes
    • 14ºEquador 5.753 habitantes
    • 15ºSão Vicente 5.409 habitantes
    • 16ºTenente Laurentino Cruz 5.404 habitantes
    • 17ºOuro Branco 4.913 habitantes
    • 18ºSão José do Seridó 4.558 habitantes
    • 19ºSerra Negra do Norte 4.416 habitantes
    • 20ºTimbaúba dos Batistas 2.348 habitantes
    • 21ºSão Fernando 2.338 habitantes
    • 22ºSantana do Seridó 2.219 habitantes
    • 23ºBodó 2.152 habitantes
    • 24ºIpueira 2.077 habitantes

    O Fenômeno de São José do Seridó e o encolhimento de Jardim do Seridó

    A análise minuciosa do interior revela cenários opostos em cidades vizinhas. O maior destaque positivo de crescimento proporcional foi São José do Seridó. Impulsionada pelas facções têxteis e pela geração de empregos industriais de costura, a cidade viu sua população saltar para 4.558 pessoas, um robusto aumento de +7,73%.

    Na contramão do desenvolvimento populacional, Jardim do Seridó registrou uma preocupante queda de -3,78% no Censo, encolhendo sua população para 11.655 habitantes. O declínio reflete a perda de dinamismo econômico local e o êxodo da população em idade ativa para centros maiores.

    O que esses números significam para as Prefeituras?

    Para o jornalismo econômico e político, analisar os números do IBGE vai muito além de contar cabeças. A contagem oficial dita diretamente o tamanho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a principal receita de quase todas as prefeituras da região.

    Cidades que perdem habitantes ou registram estagnação severa correm o risco iminente de sofrer queda de coeficiente orçamentário. Sem esse dinheiro federal, prefeitos enfrentam dificuldades extremas para manter serviços básicos de saúde, reajustes de professores e investimentos em infraestrutura urbana. O censo do IBGE é, essencialmente, a certidão de saúde financeira de cada município seridoense.

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  • Apagão na Segurança: Corte de sinal de 340 tornozeleiras expõe calote de empresa e fragilidade na fiscalização de presos no RN.

    Por quase seis horas, plataforma de rastreamento foi desativada por multinacional americana devido a uma dívida de R$ 3,5 milhões da contratada local; Seap diz que Estado está em dia.

    A segurança pública do Rio Grande do Norte viveu momentos de extrema vulnerabilidade nesta segunda-feira (31 de agosto de 2026). O sinal de 340 tornozeleiras eletrônicas utilizadas por apenados do sistema prisional potiguar foi completamente interrompido, deixando o Estado às cegas em relação ao paradeiro e cumprimento de penas desses indivíduos.

    O “apagão” no monitoramento durou quase seis horas — iniciando às 10h20 e sendo restabelecido apenas às 16h10, após intensa pressão das autoridades. A gravidade do caso expõe o risco iminente de colapso quando serviços essenciais de controle penal dependem de uma cadeia complexa de intermediários terceirizados.

    A Gravidade do Caso: O perigo do monitoramento “às cegas”

    A interrupção do sinal de geolocalização de presos em regime aberto, semiaberto ou sob medidas cautelares é considerada uma falha de segurança de altíssima gravidade. Durante o período do apagão, o Estado perdeu a capacidade de verificar em tempo real se os apenados estavam:

    • Descumprindo horários de recolhimento domiciliar;
    • Invadindo perímetros proibidos pela Justiça (como o entorno de residências de vítimas de violência doméstica amparadas por medidas protetivas);
    • Se deslocando para rotas de fuga ou áreas de atuação de facções criminosas

    Embora a Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP/RN) tenha afirmado que o geoprocessamento interno dos aparelhos continuou gravando dados em nuvem para posterior checagem, a ausência de alerta imediato em tempo real inviabilizou qualquer ação rápida da Polícia Penal ou da Polícia Militar caso ocorressem violações graves de rota no momento da pane.

    De quem é a responsabilidade?

    De acordo com os dados oficiais divulgados pelo governo estadual, a culpa direta pelo corte do serviço não foi do erário público do RN. A SEAP/RN declarou de forma categórica que o Governo do Estado está rigorosamente em dia com suas obrigações financeiras junto à empresa contratada, a brasileira Tekgeo. A última nota fiscal, referente aos serviços de julho, foi quitada regularmente.

    A responsabilidade pelo incidente recaiu inteiramente sobre uma briga comercial privada entre duas empresas:

    A devedora (Tekgeo): A empresa brasileira que detém o contrato com o RN acumulou um débito de US$ 675 mil (cerca de R$ 3,5 milhões) com a sua fornecedora de tecnologia de satélites.
    A executora do corte (Track Group): Diante do calote milionário da parceira brasileira, a multinacional norte-americana Track Group — dona do software e do sinal de GPS — decidiu, de forma unilateral, desligar a plataforma de acesso no RN para forçar o recebimento do dinheiro.

    Transição de urgência e convocação dos presos

    O contrato da Tekgeo com o Executivo Estadual já estava em processo de encerramento, com validade final prevista para o dia 30 de setembro de 2026. Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 3.900 tornozeleiras eletrônicas ativas, e a esmagadora maioria (3.560 aparelhos) já havia sido transferida com sucesso para uma nova empresa gestora.

    Os 340 monitorados afetados pela pane integram o lote final que precisava passar pela migração. Diante do risco gerado pelo incidente, a Central de Monitoramento Eletrônico (CEME) emitiu uma convocação obrigatória de urgência. Todos os usuários que ainda utilizam o equipamento antigo devem agendar imediatamente a substituição do aparelho pelo telefone 0800 591 7310. O não comparecimento para a troca do dispositivo poderá resultar na revogação do benefício de liberdade e no retorno imediato ao regime fechado.

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  • TCE aponta superfaturamento de R$ 4,2 milhões em contratos de energia solar da Prefeitura de Jucurutu

    Município teria pago R$ 6,4 milhões por 15 usinas fotovoltaicas que valiam um terço do preço; relatório técnico levanta suspeita de desvio de finalidade em empréstimo bancário.

    O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) protocolou uma representação pesada contra a Prefeitura de Jucurutu por graves indícios de superfaturamento e fraudes contratuais. Sob a mira da Diretoria de Controle de Infraestrutura e Meio Ambiente (DIA) do órgão, duas contratações voltadas para o fornecimento e instalação de usinas de energia solar fotovoltaica somaram o montante de R$ 6,9 milhões.

    De acordo com o levantamento dos auditores fiscais no Processo nº 301863/2026, a prefeitura pagou R$ 6,4 milhões por 15 usinas solares destinadas a prédios públicos, fornecidas pela empresa Volt Energia Ltda. No entanto, um estudo de referência mercadológica estimou que o valor real dos equipamentos e serviços executados deveria girar em torno de R$ 2,1 milhões. Na prática, as suspeitas apontam para um superfaturamento alarmante de R$ 4,28 milhões engolidos pelos cofres públicos.

    O “efeito carona” e as falhas graves de planejamento

    O município de Jucurutu utilizou a adesão a uma Ata de Registro de Preços de um consórcio de Mato Grosso, sem licitação própria. O relatório técnico apontou aumento sem justificativa em compras, pesquisa de preços falha e o desvio de R$ 210 mil de um empréstimo do Banco do Brasil (destinado a energia limpa) para o pagamento de serviços advocatícios. O TCE também identificou padrões semelhantes em outros municípios.

    O que diz a Prefeitura de Jucurutu

    O caso foi encaminhado ao conselheiro Gilberto Jales, com sugestão de envio de provas ao MPRN e MPF, além de recomendação para suspender novos pagamentos. Em nota, a prefeitura declarou que a manifestação é preliminar, sem julgamento de mérito, e que colaborará com as autoridades apresentando sua defesa.

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  • Bastidores 2026: Professor João Batista de Moura assume Coordenação da campanha de General Girão no Seridó.

    Nomeação estratégica coloca o professor na liderança direta das ações do deputado federal na região; foco está na consolidação de emendas e parcerias.

    O cenário político do Rio Grande do Norte ganha um componente de peso rumo às eleições gerais. O Professor João Batista de Moura foi oficialmente anunciado como o Coordenador de campanha do deputado federal General Girão (PL) na região do Seridó. A nomeação eleva o status da parceria, colocando o professor na liderança direta do planejamento estratégico, da mobilização de bases e da condução do projeto de reeleição do parlamentar em todo o território seridoense.

    A escolha do Professor João Batista para capitanear a coordenação regional baseia-se em sua forte credibilidade intelectual e trânsito comunitário. Sua missão principal será gerenciar as equipes locais e dialogar com prefeitos, vereadores, produtores rurais e a classe trabalhadora, prestando contas das ações que o General Girão já desenvolveu pela região.

    O Legado de Investimentos de Girão no Seridó

    Diferente de candidaturas que aparecem na região apenas em anos de pleito, o General Girão carrega um robusto portfólio de emendas parlamentares e recursos federais que já transformaram a realidade de diversos municípios seridoenses. Sob a nova coordenação, a campanha dará ampla visibilidade a esses pilares estruturantes:

    • Segurança Pública: Destinação de viaturas, armamentos e equipamentos de radiocomunicação para fortalecer o policiamento de cidades do interior, combatendo a interiorização de facções criminosas.
    • Saúde e Assistência: Alocação de verbas expressivas para custeio de hospitais regionais e postos de saúde, garantindo a manutenção de exames, insumos e cirurgias eletivas para a população mais vulnerável.
    • Infraestrutura e Recursos Hídricos: Apoio a obras de pavimentação asfáltica e perfuração de poços artesianos, amenizando os efeitos da estiagem crônica que afeta o homem do campo no semiárido.
    • Educação e Esporte: Apoio a projetos voltados para a infraestrutura escolar e fomento a iniciativas que retiram jovens da ociosidade através do esporte.

    Uma Coordenação Unificada pelo Desenvolvimento Regional

    Ao assumir o posto de coordenador, o Professor João Batista de Moura unifica o discurso de campanha, mostrando que as emendas de Girão não atenderam apenas a redutos eleitorais isolados, mas criaram uma rede de suporte para todo o Seridó.

    “O General Girão tem serviço prestado que o povo consegue ver e tocar. Nosso papel na coordenação é organizar essa força política para garantir que o Seridó continue tendo uma voz firme, técnica e corajosa em Brasília”, destacam apoiadores do projeto. Com o professor formalizado no comando, a campanha promete intensificar o calendário de plenárias, visitas institucionais e grandes encontros regionais.

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  • Orçamento multifamiliar: Como desenhar um organograma financeiro na era das casas compartilhadas e do “preço caro”

    Com salários médios espremidos e avós aposentados sustentando lares inteiros, planejamento vira questão de sobrevivência; analistas contestam fala de Lula sobre “sensação de carestia”

    Organizar o orçamento doméstico no Brasil tornou-se um exercício complexo de engenharia social e matemática. A imagem tradicional da família comercial — pai, mãe e dois filhos vivendo com apenas uma renda — deu lugar a uma configuração muito mais densa. Hoje, a realidade econômica obriga múltiplas gerações a dividirem o mesmo teto, criando o fenômeno das casas multifamiliares, onde o planejamento financeiro deixou de ser uma meta de investimento para virar uma ferramenta de sobrevivência diária.

    Pesquisas nacionais de proteção ao crédito apontam que mais de 80% dos lares brasileiros não possuem um controle formal de suas entradas e saídas. Mudar esse cenário exige compreender a anatomia das contas e encarar as dificuldades estruturais que batem à porta do trabalhador.

    O Raio-X da Realidade Geral: Salários baixos e a “ancoragem” nos aposentados

    O primeiro grande desafio para desenhar um organograma financeiro familiar está na severa limitação da renda. O salário médio do trabalhador brasileiro caminha espremido frente ao custo real da cesta básica, de modo que a maior parte da massa salarial é inteiramente consumida por itens de sobrevivência básica: moradia, energia e alimentação.

    Para amortizar despesas fixas pesadas, como o aluguel, o número de famílias que optaram por coabitar a mesma residência disparou. São tios, irmãos, genros e netos dividindo o mesmo espaço físico e as mesmas contas de consumo.

    Dentro dessa engrenagem de sobrevivência, destaca-se um pilar fundamental: a dependência financeira dos aposentados e pensionistas. Em milhões de lares, o benefício fixo e garantido do avô ou da avó tornou-se a única receita previsível da casa. É esse dinheiro que frequentemente quita o tacho de comida da semana, compra os remédios de uso contínuo e salva o núcleo familiar da inadimplência nos momentos de desemprego ou informalidade dos mais jovens.

    O debate político: “Sensação” de caro ou inflação real?

    Essa ginástica financeira doméstica colide diretamente com o debate macroeconômico atual. Recentemente, em entrevista de repercussão nacional na TV Record, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou intensa polêmica ao declarar que a “sensação” de que as coisas estão mais caras deve-se ao fato de que o brasileiro mudou seus hábitos e está “comprando mais coisas”. Na ótica do chefe do Executivo, o consumo por impulso, facilitado por pequenas compras de R$ 10 ou R$ 20 feitas pelo celular, acaba pesando na percepção do orçamento final.

    No entanto, consultorias de mercado e institutos de pesquisas de consumo varejista rebatem frontalmente a tese presidencial. Dados de auditorias em supermercados revelam que o aumento do faturamento do comércio não está atrelado ao volume de produtos levados para casa, mas sim ao preço inflacionado de cada item. Na prática, as famílias estão saindo dos caixas de supermercado com carrinhos visivelmente mais vazios, desembolsando montantes financeiros superiores para garantir o básico.

    É possível montar um organograma financeiro funcional?

    A resposta é sim, mas o modelo precisa ser adaptado à realidade de escassez e cooperação mútua. Esqueça as planilhas prontas de aplicativos sofisticados; o organograma multifamiliar de sucesso baseia-se em passos práticos e transparentes:

    1. O Mapa da Renda Coletiva: Liste o rendimento de todos na casa. O salário do filho, o bico do genro e, sim, a aposentadoria do avô. Todos os valores precisam estar expostos visualmente na mesa.
    2. A Divisão Proporcional das Despesas: Em residências compartilhadas, cobrar valores iguais de pessoas com rendas diferentes sufoca os membros mais vulneráveis. O ideal é o método proporcional: quem ganha mais, assume uma fatia maior das contas fixas (aluguel, luz, água).
    3. A Regra Adaptada de Prioridades: Em vez de focar em reservas de investimentos agressivos, o orçamento deve priorizar a centralização de compras essenciais (compras de mercado em atacado para reduzir custos unitários) e a eliminação imediata de juros de cartões de crédito e faturas atrasadas.

    O planejamento familiar em tempos difíceis não se trata de limitar direitos de consumo, mas de blindar os recursos escassos da família contra o avanço real do custo de vida.

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  • ENTRE A PROMESSA E A REALIDADE: Você acredita nas previsões do El Niño? E o governo, está mesmo preparado?

    Enquanto meteorologistas alertam para os impactos severos do fenômeno no RN, população se divide entre o ceticismo e o medo da falta de planejamento público.

    O avanço das mudanças climáticas globais recolocou o El Niño no centro dos debates meteorológicos e políticos no Rio Grande do Norte. Cientistas e institutos de pesquisa alertam que o fenômeno — caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico — deve trazer impactos severos para o Nordeste brasileiro, incluindo secas prolongadas no interior ou tempestades localizadas devastadoras.

    No entanto, à medida que os boletins climáticos avançam, uma dúvida legítima começa a ecoar na mente do cidadão comum: Até que ponto devemos confiar piamente nessas previsões? E mais importante: Se o pior cenário se confirmar, os nossos governos municipais e estadual estão realmente preparados?

    O dilema das previsões: Ciência ou Alarismo?

    Para quem vive no semiárido potiguar ou nas áreas de risco das grandes cidades, a palavra “previsão” costuma ser recebida com um misto de respeito e desconfiança. Se por um lado a tecnologia dos institutos melhorou drasticamente, por outro, o homem do campo e o morador urbano já viram previsões de “seca extrema” virarem anos de cheia, e promessas de “inverno regular” se transformarem em estiagem severa.

    Muitos leitores questionam se os modelos climáticos atuais conseguem, de fato, traduzir a complexa realidade do nosso ecossistema ou se há uma dose de alarismo que serve apenas para inflar o debate.

    • E você? Costuma planejar sua rotina, sua lavoura ou seus negócios com base nos boletins meteorológicos, ou prefere esperar para ver o que a natureza decide fazer?

    A eterna promessa das obras estruturantes

    Se a confiança na ciência divide opiniões, a confiança na gestão pública parece enfrentar um ceticismo ainda maior. Historicamente, os planos de contingência governamentais no Brasil são criticados por agir de forma reativa (depois que a tragédia acontece) e não preventiva.

    Se o problema for a seca provocada pelo El Niño, a população cobra o andamento das obras de segurança hídrica, como a conclusão de ramais de transposição e a manutenção de adutoras. Se o problema forem as chuvas torrenciais causadas pelo desregramento do clima, o medo se volta para as lagoas de captação transbordando, deslizamentos de barreiras e a falta de saneamento básico nas periferias.

    Muitos governantes garantem que “comitês de crise” já estão montados e que os recursos estão previstos. Mas o cidadão se pergunta: as defesas civis estão equipadas? As prefeituras limparam os canais de escoamento? Há um plano real de assistência para o pequeno agricultor?

    Queremos ouvir você!

    O Portal JB Moura quer medir o termômetro da nossa audiência sobre este tema que afeta o bolso, a segurança e o futuro de todos os potiguares. Participe respondendo às nossas perguntas e deixe o seu relato nos comentários abaixo.

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  • Ministro Dias Toffoli aponta “omissão estratégica” em 18 perfis de redes sociais; candidato do partido Missão chama decisão de “patética” e fala em censura.

    A corrida presidencial para as eleições de 2026 sofreu uma forte reviravolta jurídica nesta segunda-feira (31 de agosto de 2026). O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão imediata da campanha digital, o bloqueio de repasses do Fundo Eleitoral e barrou a participação em debates na mídia do candidato Renan Santos, representante do partido Missão.

    A decisão liminar ocorre após o ministro apontar indícios de irregularidades no registro de candidatura do empresário de 42 anos, que cofundou o Movimento Brasil Livre (MBL) e disputa sua primeira eleição majoritária.

    O motivo do bloqueio: Contas ocultas nas redes

    De acordo com o despacho do ministro Toffoli, a chapa de Renan Santos e de seu vice, Aroldo Medina, teria incorrido em uma “omissão estratégica” ao enviar as informações digitais à Justiça Eleitoral. A legislação vigente determina que os partidos declarem, logo no ato do registro da candidatura, todas as páginas na internet e perfis de redes sociais que serão utilizados para propaganda eleitoral, visando coibir a atuação de estruturas automatizadas e disparos artificiais de robôs.

    O Missão apresentou o registro principal no dia 7 de agosto, mas só incluiu uma lista complementar contendo 18 contas de redes sociais 12 dias depois, por meio de uma petição avulsa. Para o relator, a chapa agiu com desvio de finalidade, operando perfis sem a devida fiscalização prévia do tribunal.

    Com a punição estabelecida, ficam suspensos:

    • A propaganda eleitoral nos perfis digitais que foram omitidos ou declarados fora do prazo;
    • Novos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (a chapa já havia recebido R$ 3,3 milhões);
    • A participação dos candidatos em sabatinas, podcasts ou debates em canais de rádio e televisão.

    “Patético”: Renan Santos reage e alega censura

    O candidato do Missão reagiu de forma dura nas redes sociais e classificou a decisão liminar do ministro Toffoli como “absurda” e “patética”. Renan Santos alterou a foto de seus perfis oficiais incluindo uma tarja com a palavra “censurado” e convocou uma entrevista coletiva de urgência em São Paulo.

    Sua defesa argumenta que a comunicação complementar foi feita dentro dos prazos de correção previstos e que o candidato não obteve “vantagem nenhuma” em relação aos adversários. Os advogados do partido confirmaram que estão ingressando com um mandado de segurança para tentar derrubar a liminar. O TSE abriu um prazo regulamentar de 24 horas para que a sigla preste esclarecimentos detalhados sobre as datas de criação e uso de cada conta apontada.

    Leia mais →: TSE suspende campanha digital e verbas do fundo eleitoral de Renan Santos à Presidência
  • Do Totoró para a eternidade: atletas de Currais Novos dominam pódios e batem recordes na Maratona de Florianópolis.

    Ana Catarina conquista o bicampeonato histórico com quebra de recorde; Marciel Miranda e Silvio Agostinho garantem posições de elite em uma das maiores provas da América Latina.

    O atletismo de Currais Novos escreveu o capítulo mais bonito de sua história recente neste domingo (30 de agosto de 2026), no Sul do país. Correndo contra a elite mundial na 8ª Maratona Internacional de Floripa Fibra 2026, em Santa Catarina, os fundistas do município potiguar deram um verdadeiro show de superação, resistência e talento, levando o nome do Sítio Totoró e do Seridó ao topo do esporte nacional.

    A competição, amplamente reconhecida como o maior evento esportivo de Santa Catarina e uma das maratonas mais rápidas e importantes da América Latina (por ser plana e ao nível do mar), reuniu um contingente impressionante de 19 mil atletas vindos de 26 países. Diante de milhares de competidores e marcas fortes, a delegação currais-novense transformou a Avenida Beira-Mar Norte em sua própria pista de treino.

    A Soberana das Pistas: Ana Catarina é Bicampeã e Recordista

    Confirmando seu favoritismo absoluto, a atleta Ana Catarina alcançou uma glória memorável. Ela conquistou o primeiro lugar geral feminino na maratona (42 km), sagrando-se bicampeã consecutiva da tradicional prova catarinense.

    Mais do que cruzar a faixa em primeiro lugar, Ana Catarina superou a própria marca anterior de forma avassaladora: cruzou a linha de chegada com o tempo fantástico de 2h40min35s, pulverizando o recorde geral da competição feminina e baixando seu tempo individual em oito minutos em relação ao ano passado. A “máquina” do Totoró consolidou de vez o seu nome entre as maiores fundistas de elite do Brasil.

    Força Masculina: Marciel Miranda e Silvio Agostinho no Topo do Brasil

    No pelotão de elite masculino, o orgulho seridoense se multiplicou no pódio:

    • Marciel Miranda: Também nascido na zona rural de Currais Novos (comunidade Totoró), Marciel fez uma corrida taticamente perfeita e conquistou o 2º lugar geral masculino, cruzando a linha com o tempo espetacular de 2h19min13s. Com essa façanha, ele consagrou-se como o melhor brasileiro colocado em toda a competição, ficando atrás apenas do campeão africano Jonathan Akankwasa, de Uganda.
    • Silvio Agostinho: Outro gigante do Clube de Atletismo de Currais Novos (CARN), Silvio completou a façanha do município ao cruzar a linha de chegada na 4ª colocação geral masculina com o ótimo tempo de 2h21min34s, colocando o segundo representante da terra do Tungstênio no pódio principal da prova.

    A Tradição de um Celeiro de Campeões

    O feito gigantesco destes atletas em Florianópolis não acontece por acaso. Currais Novos possui uma herança rica, histórica e inabalável no atletismo, sendo o berço formador de lendas olímpicas e mundiais como o velocista Vicente Lenilson (medalhista olímpico de Sydney 2000 e Pequim 2008) e promessas contínuas.

    Mesmo treinando muitas vezes em estradas de terra batida na zona rural e enfrentando a crônica escassez de patrocínio privado e pistas públicas sintéticas de alto nível no estado, esses atletas mostram que a garra do povo do Seridó desconhece fronteiras. Eles correm impulsionados pela pura paixão, disciplina e o orgulho de sua gente.

    O Portal JB Moura presta esta calorosa homenagem a Ana Catarina, Marciel Miranda e Silvio Agostinho. Vocês são verdadeiros embaixadores do esporte potiguar, exemplos de resiliência e a maior prova de que o talento do nosso interior é capaz de conquistar o mundo. Parabéns, campeões! 🎉🥇

    Leia mais →: Do Totoró para a eternidade: atletas de Currais Novos dominam pódios e batem recordes na Maratona de Florianópolis.
  • Tragédia em Acari: morte de criança de 2 anos por afogamento em balde gera comoção e acende alerta doméstico

    Pequeno Thalison Israel chegou a ser socorrido por profissionais de saúde, mas não resistiu; especialistas alertam para riscos invisíveis dentro de casa.

    A manhã desta segunda-feira (31 de agosto de 2026) amanheceu cinzenta e sob profunda consternação no município de Acari, na região do Seridó potiguar. Uma dolorosa fatalidade doméstica tirou a vida do pequeno Thalison Israel, de apenas 2 anos de idade, após um afogamento envolvendo um balde de água dentro de sua residência.

    O ocorrido causou imediata mobilização e comoção generalizada. Ao notar a ausência do filho e encontrá-lo já desacordado, a mãe, tomada pelo desespero, correu em busca de socorro imediato no posto de saúde mais próximo de sua casa. Na unidade, uma equipe médica e de enfermagem iniciou de forma incansável os protocolos de reanimação cardiopulmonar, estendendo os esforços por cerca de 40 minutos. Apesar da dedicação extrema dos profissionais, o quadro do menino não pôde ser revertido e o óbito foi confirmado.

    Luto na comunidade escolar

    Thalison era aluno do berçário da Creche Municipal de Acari. A notícia de sua partida precoce desestruturou professores, funcionários e pais da instituição, que emitiram manifestações de profundo pesar e solidariedade à família. A dor vivida por esses pais é uma dor compartilhada por toda a comunidade local, que chora a perda de uma vida que mal havia começado.

    O Alerta: Apenas dois dedos de água bastam para o perigo

    Essa terrível fatalidade, infelizmente, não é um caso isolado e reforça um alerta urgente emitido de forma recorrente por órgãos de proteção infantil, como a ONG Criança Segura e o Corpo de Bombeiros. Acidentes com recipientes de água acontecem em questão de segundos e de forma totalmente silenciosa, sem que a criança consiga gritar ou esboçar pedidos de socorro.

    Até os 3 anos de idade, o biotipo das crianças pequenas as torna vulneráveis a esse tipo de situação porque a cabeça é proporcionalmente mais pesada do que o restante do corpo. Ao se inclinarem para olhar o reflexo da água ou tentar alcançar um brinquedo, elas perdem o equilíbrio e caem de cabeça para baixo. Pela falta de musculatura desenvolvida nos braços e pescoço, não conseguem retornar à posição inicial.

    Especialistas apontam dados técnicos cruciais para a prevenção:

    • Volume de risco: Apenas dois dedos de água em um balde ou bacia são suficientes para obstruir as vias aéreas de um bebê.
    • Tempo crítico: Em apenas dois minutos submersa, a criança perde a consciência. Após quatro minutos, podem ocorrer danos neurológicos irreversíveis ou o óbito.
    • Principais vilões: Baldes de limpeza de 20 litros (comuns em áreas de serviço), bacias, banheiras infantis cheias e vasos sanitários destampados.

    Medidas simples que salvam vidas

    Neste momento de imensa tristeza, a melhor forma de honrar a memória dos pequenos que se foram é espalhar a conscientização para que outras famílias não passem pelo mesmo sofrimento:

    1. Vazie imediatamente: Nunca deixe baldes, bacias ou tanques com água parada após o uso. Esvazie-os e guarde-os virados de cabeça para baixo.
    2. Acesso restrito: Mantenha as portas de banheiros e lavanderias rigorosamente trancadas ou com travas altas.
    3. Vasos protegidos: Mantenha a tampa do vaso sanitário sempre abaixada, utilizando travas de segurança se necessário.
    4. Supervisão 100% ativa: Nunca deixe uma criança pequena sem a vigilância de um adulto por perto, mesmo que seja por “apenas alguns segundos” para atender o telefone ou buscar uma toalha.

    O Portal JB Moura manifesta suas mais sinceras condolências à família enlutada em Acari. Que Deus conforte o coração de todos diante desta perda irreparável.

    Leia mais →: Tragédia em Acari: morte de criança de 2 anos por afogamento em balde gera comoção e acende alerta doméstico
  • Onda de sequestros assusta o RN: empresário desaparece na Grande Natal e esposa de juiz é alvo de extorsão por Pix

    Casos recentes acendem o alerta para a segurança pública no estado; em Mossoró, resgate de refém terminou em confronto e morte.

    A escalada da violência no Rio Grande do Norte ganhou contornos dramáticos nos últimos dias com o registro de sequestros e extorsões sob a mira de armas em diferentes regiões do estado. A ousadia das quadrilhas, que atuam tanto em plena luz do dia em bairros nobres da capital quanto na porta de residências na Grande Natal, tem deixado moradores e comerciantes em estado de alerta máximo.

    O caso mais recente e que mobiliza as forças policiais ocorre em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana. Na noite do último sábado (29 de agosto), um empresário identificado como Marcelo foi sequestrado ao chegar à sua residência, localizada no bairro Jardins (Cidade das Rosas).

    De acordo com o Comando da Polícia Militar, a vítima foi abordada por criminosos armados que chegaram em um veículo Toyota Etios prata e uma motocicleta. O empresário foi rendido e levado à força em um dos automóveis, deixando o próprio veículo para trás. Câmeras de monitoramento da rua registraram a ação, mas, até o momento, a vítima permanece desaparecida e as investigações seguem em sigilo.

    Sequestro relâmpago e extorsão por Pix em Natal

    Outro crime de grande repercussão ocorreu na Zona Leste de Natal e teve como alvo a esposa de um juiz criminal. Ela foi abordada por dois assaltantes por volta das 7h da manhã, no momento em que chegava a uma academia no bairro do Tirol (com relatos apontando também para a região de Lagoa Nova).

    A vítima foi mantida refém e sob intensa ameaça dentro do próprio carro por cerca de 30 minutos. Durante o percurso, os criminosos exigiram as senhas dos aplicativos bancários e a obrigaram a realizar uma transferência de R$ 5.000 via Pix. Além do dinheiro, a quadrilha roubou joias, aliança e o aparelho celular da mulher antes de libertá-la na Avenida Nascimento de Castro.

    A resposta da Delegacia Especializada de Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (DEPROV) resultou na prisão preventiva de um suspeito de 31 anos envolvido no crime. O veículo utilizado no arrastão foi abandonado no bairro Dix-Sept Rosado e recuperado pela polícia.

    Resgate e confronto armado em Mossoró

    A interiorização dessa modalidade criminosa também ficou evidente em Mossoró, na Região Oeste do estado. Um homem foi retirado à força de dentro de sua própria casa, no bairro Barrocas, por criminosos armados.

    Após denúncias rápidas, equipes da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (ROCAM) interceptaram os suspeitos às margens de uma rodovia. O cerco policial resultou em uma intensa troca de tiros: a vítima foi resgatada com vida e sem ferimentos, mas um dos sequestradores — que era foragido do sistema prisional — foi baleado no confronto e morreu.

    O avanço desse tipo de crime expõe a migração das facções para modalidades rápidas de forte impacto financeiro e psicológico, exigindo uma readequação urgente nas estratégias de patrulhamento do Estado.

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João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

São mais de 20 anos dedicados à comunicação no Seridó e no Rio Grande do Norte, com atuação consolidada no jornalismo e no rádio, sempre marcada pela credibilidade, clareza e compromisso com a informação de interesse público. Sua comunicação se destaca pela responsabilidade editorial e pela capacidade de traduzir temas relevantes de forma acessível e impactante.

Mais do que informar, JB Moura comunica propósito. Em suas palestras e no Minuto Esperança, une conhecimento, fé e experiência para transmitir mensagens que despertam consciência, fortalecem valores e oferecem direção, impactando vidas com profundidade e esperança.

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