• O susto que paralisou o município de Ariquemes (RO) no último final de semana, quando o pequeno Heitor, de 5 anos de idade, subiu em uma torre de alta tensão, terminou com um final feliz graças à ação rápida e técnica do Corpo de Bombeiros. No entanto, longe dos holofotes do milagre do salvamento por rapel, o episódio expõe uma ferida social profunda e dolorosa que afeta milhares de lares em todo o Brasil: o drama das mães e pais trabalhadores que enfrentam a falta crônica de vagas em creches para deixar seus filhos em segurança.

    A história por trás do perigoso incidente compartilha a mesma raiz de vulnerabilidade de milhões de brasileiros. No momento do ocorrido, os pais de Heitor estavam trabalhando, e o menino permanecia sob a supervisão de seu irmão mais velho, de apenas 10 anos. Para a classe trabalhadora, a equação da sobrevivência diária é cruel. Sem redes de apoio familiar por perto e impossibilitados de arcar com os custos de cuidadores particulares, pais se veem forçados a improvisar para poderem cumprir suas jornadas de trabalho e garantir o sustento básico da casa. A negligência, nesses cenários, raramente nasce da falta de afeto, mas sim da falta de alternativas fornecidas pelo Estado.

    O Raio-X da Crise: 826 mil crianças na fila de espera

    O drama vivido em Rondônia reflete um colapso estrutural mapeado pelos principais institutos de estatística do país. De acordo com o mais recente Levantamento Nacional Retrato da Educação Infantil, o Brasil registra 826.371 crianças oficialmente na fila de espera por uma vaga em creche.

    O déficit escancara o tamanho do abismo educacional brasileiro:

    • População em idade de creche (0 a 3 anos): O país conta com uma população estimada de aproximadamente 10,3 milhões de crianças nessa faixa etária.
    • Vagas disponíveis (Matrículas efetivas): Os dados da Pnad Contínua do IBGE apontam que apenas 4,5 milhões de crianças conseguiram acesso a vagas em creches públicas ou privadas. Isso significa que mais de 55% das crianças dessa faixa etária estão fora das salas de aula.
    • Municípios em colapso: Pelo menos 52% das prefeituras brasileiras reconhecem formalmente que a oferta atual é incapaz de absorver a demanda real de suas comunidades.

    O Impacto Econômico e de Gênero

    A escassez de vagas atinge diretamente as mulheres. Estudos de empregabilidade apontam que, enquanto 66% das mães que conseguem vagas em creches públicas estão ativas no mercado de trabalho, o índice cai drasticamente entre as mulheres que não encontram vagas. Sem o suporte da educação infantil em tempo integral, muitas mães são empurradas para a informalidade extrema ou são obrigadas a abrir mão do emprego, perpetuando o ciclo da pobreza.

    O caso do menino Heitor em Ariquemes deve parar de ser tratado pelas autoridades apenas como uma “travessura isolada”. É um alerta real de que a segurança física de uma criança e a dignidade econômica de uma família começam na garantia de uma vaga em uma creche pública. Garantir esse direito não é apenas cumprir metas educacionais, é proteger vidas.

    Leia mais →: O caso do menino Heitor e o abismo social: A falta de creches públicas empurra famílias ao limite do risco
  • Parada do Sertão: Onde o sabor da tradição e o afeto da nossa terra se encontram.

    Editorial
    Por Prof. JB Moura

    Há lugares que alimentam o corpo, e há lugares que alimentam a alma. Na zona rural de Currais Novos, a apenas 10 km da cidade e a poucos minutos do clima agradável de Lagoa Nova, a comunidade da Malhada da Areia guarda um refúgio que traduz, em aromas e cores, a mais pura essência do nosso Seridó: o Restaurante Parada do Sertão.

    Muitos buscam uma refeição rápida, mas quem chega à Parada do Sertão descobre que o tempo por ali corre em outro ritmo. O ambiente é um convite aos sentidos. O vento calmo da serra traz consigo aquele cheirinho inconfundível de comida feita com carinho, lembrando a casa de vó, as reuniões de família e a simplicidade refinada do nosso povo. É mais do que uma pausa para degustar; é uma experiência para se reconectar com as nossas origens.

    Uma mesa posta para todos os momentos do dia

    Sob a gestão de Narielle, o restaurante renova seu compromisso de bem acolher sertanejos e visitantes com uma estrutura versátil e sabores marcantes durante todo o dia:

    • Café da Manhã sob encomenda: O dia começa mais gostoso com opções preparadas sob pedido, garantindo o frescor e o sabor do regionalismo logo cedo.
    • Almoço Self-Service & À la Carte: Na hora do almoço, o buffet self-service celebra a riqueza da culinária regional, fartamente servida. Para quem prefere pratos exclusivos, o menu à la carte (sob consulta prévia) oferece receitas preparadas no capricho.
    • Petiscos & Confraternização: Para o fim de tarde ou para um encontro descontraído entre amigos, a casa oferece petiscos variados para acompanhar uma boa conversa.

    O destino ideal entre Currais Novos e Lagoa Nova

    Estrategicamente localizado na Malhada da Areia, o Parada do Sertão é o ponto de encontro perfeito tanto para quem está cumprindo a rota turística entre a terra do Totoró e a serra de Lagoa Nova, quanto para as famílias que desejam sair da rotina nos fins de semana em busca de tranquilidade, ar puro e comida de verdade.

    Aberto todos os dias, o restaurante provou que tradição e boa gestão andam de mãos dadas para oferecer o melhor atendimento da região.

    Seja para começar a manhã com energia, reunir a família para o almoço ou simplesmente sentir o cheiro e o aconchego do nosso sertão, sua mesa já está posta.

    Serviço / Informações:

    • Localização: Malhada da Areia (A 10 km de Currais Novos, rumo a Lagoa Nova/RN)
    • Funcionamento: Todos os dias
    • Serviços: Café da manhã (via pedido), Almoço Self-Service, Pratos À la Carte e Petiscos

    • Informações e Reservas: 84 9999-9867

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  • O pau que dá em Chico dá em Francisco… Será? O Supremo diante do espelho

    Editorial
    Por JB Moura

    No imaginário popular brasileiro, o brocardo é límpido e direto: a lei, quando vale, deve valer para todos. Não importa a capa do livro, o brasão da farda ou a cor da toga. Contudo, quando a pauta do dia coloca o próprio Supremo Tribunal Federal no centro do holofote para julgar a si mesmo, a sabedoria popular é colocada à prova máxima.

    Nesta terça-feira, o país assiste a um momento sem precedentes na história do STF. Pela primeira vez, o Plenário se reúne para decidir se autoriza ou não a abertura de uma investigação contra um de seus próprios integrantes. A cena jurídica, que em tempos normais seria tratada como o ápice do funcionamento das instituições republicanas, desperta na opinião pública a inescapável pergunta: o pau que dá em Chico dá mesmo em Francisco?

    A arquitetura do julgamento e a desconfiança das ruas

    O processo em análise envolve a apreciação do relatório da Polícia Federal referente à Petição 16.662. Sob a condução do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, o rito estabelecido prevê a leitura do relatório, manifestações formais e os votos dos pares. No papel, o desenho é impecável. Na prática, a percepção popular carrega o peso do ceticismo.

    A história política do Brasil ensinou ao cidadão comum a desconfiar de processos em que o julgador e o investigado compartilham o mesmo teto, o mesmo refeitório e as mesmas corporações de bastidor. Quando o cidadão comum erra, o braço do Estado é rápido e pesado. Quando a apuração mira as cúpulas do poder, o ritmo costuma mudar, as nulidades processuais ganham holofotes e os pedidos de vista ganham prazos elásticos.

    É exatamente aí que reside a dúvida: estamos diante do fortalecimento do controle institucional ou da preparação do forno para mais uma pizza de sabor bem conhecido?

    Bastidores e contrapontos

    De um lado, analistas apontam que a simples realização de uma sessão presencial e transmitida ao vivo para discutir a conduta de um ministro representa um passo inédito rumo à transparência. A divisão interna — com articulações de votos de diferentes grupos e a atuação de aliados para mitigar danos — mostra que o tribunal não é um bloco monolítico.

    Por outro lado, a sobreposição de papeis e as constantes alegações de suspeição colocam a Corte em um labirinto regimental. A recusa em analisar condutas cruzadas de outros ministros no mesmo processo e a expectativa em torno do posicionamento da Procuradoria-Geral da República revelam que a engenharia institucional para gerir essa crise é milimetricamente calculada.

    O veredito que vai além dos autos

    Mais do que o destino individual de qualquer magistrado ou o arquivamento de um expediente, o que está em jogo hoje é a credibilidade da própria Justiça.

    Se o tribunal demonstrar que a régua aplicada ao cidadão comum e aos demais poderes da República é rigorosamente a mesma aplicada aos seus próprios gabinetes, o lema “a lei é para todos” ganha força e vida. Se, ao contrário, o desfecho soar como um corporativismo de autoproteção, a mensagem enviada à sociedade será amarga: a de que no Brasil, a depender de quem seja o Francisco, o pau simplesmente não bate.

    A mesa está posta. Resta saber se o STF entregará à nação a sobriedade da constituição ou se a pizza já veio encomendada de véspera.

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  • Operação Sem Lastro: PF apreende mais de R$ 1,5 milhão em espécie contra Caixa 2 em Natal

    A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (14) a Operação Sem Lastro. A ofensiva cumpre mandados expedidos pela Justiça Eleitoral para investigar crimes de falsidade ideológica eleitoral e a movimentação clandestina de recursos não declarados em atividades de campanha. Durante as diligências em Natal, os agentes federais apreenderam celulares, documentos, mídias eletrônicas e uma quantia superior a R$ 1,5 milhão em notas de dinheiro vivo.

    Incompatibilidade Patrimonial e Servidor Público

    De acordo com a nota oficial da corporação, o foco central das investigações recai sobre a movimentação financeira de um servidor público do Estado do Rio Grande do Norte. Monitoramentos e relatórios de inteligência financeira identificaram que o servidor realizou saques em espécie de altos valores. O volume dessas transações em dinheiro vivo apresentou uma forte incompatibilidade com o patrimônio formal declarado pelo indivíduo à Justiça Eleitoral.

    Sigilo sobre os Alvos

    Até o fechamento desta edição, a Polícia Federal não divulgou os nomes do servidor público, do candidato beneficiado ou do grupo político envolvido no esquema espalhado pela capital. Ao todo, dois mandados de busca e apreensão foram integralmente cumpridos em endereços residenciais e comerciais de Natal.

    O material tecnológico e os documentos recolhidos foram encaminhados à sede da superintendência da PF no RN, onde passarão por perícia técnica criminal. Os investigadores buscam agora rastrear a real origem dos mais de R$ 1,5 milhão e mapear quais comitês de campanha receberiam o aporte ilegal para a compra de apoio ou fraudes no pleito.

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  • Alerta na Previdência: RN lidera taxa de afastamentos por saúde mental no Nordeste com mais de 8,3 mil casos.

    O adoecimento mental no ambiente de trabalho tornou-se um problema crítico de saúde pública e economia no Rio Grande do Norte. De acordo com o balanço consolidado da Previdência Social, o estado registrou 8.339 licenças médicas com duração superior a 15 dias motivadas por transtornos psicológicos. O volume consolida uma tendência severa de crescimento: o RN saltou de 3.783 concessões em anos anteriores para o atual patamar, liderando de forma isolada a taxa proporcional do Nordeste com 247 afastamentos a cada 100 mil habitantes.

    O diagnóstico detalhado feito pelas perícias médicas do INSS no estado aponta que a pressão corporativa diária dita o ritmo das principais patologias registradas nas agências potiguares:

    • Ansiedade no Comando: Os transtornos fóbico-ansiosos lideram as estatísticas em solo potiguar, respondendo por mais de 2,5 mil afastamentos formais.
    • Depressão em Alta: Os episódios depressivos e quadros clínicos recorrentes aparecem na segunda colocação, afastando mais de 1,5 mil trabalhadores das suas funções corporativas no RN.
    • Outras Ocorrências: O somatório estadual é completado por diagnósticos associados ao estresse grave, transtorno bipolar, esquizofrenia e distúrbios comportamentais decorrentes do uso de substâncias.

    O Perfil do Adoecimento e a Nova NR-1

    O recorte de dados da Previdência aponta que o público feminino é o mais afetada no mercado de trabalho potiguar, uma vez que as mulheres concentram cerca de dois terços de todas as licenças por saúde mental. A sobrecarga da jornada dupla (profissional e doméstica) atua como um catalisador do esgotamento.

    Diante desses números alarmantes, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estão intensificando o cumprimento da nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). As empresas instaladas no RN passam a ser legalmente obrigadas a mapear e mitigar os riscos psicossociais em suas rotinas, sob pena de autuações pesadas caso seja comprovada a conivência com o assédio moral, jornadas exaustivas e cobranças abusivas de metas que estejam sufocando a saúde mental dos colaboradores.

    Quem está adoecendo? O perfil de gênero, idade e escolaridade por trás do recorde de afastamentos mentais no Brasil e no RN.

    A explosão nas concessões de benefícios por incapacidade temporária devido a transtornos mentais, que ultrapassou a marca de 546 mil casos no país e colocou o Rio Grande do Norte no topo do ranking proporcional do Nordeste, já tem um diagnóstico demográfico nítido. O cruzamento de dados do INSS expõe os recortes de gênero, idade e nível de instrução que explicam o colapso psicológico no mercado de trabalho.

    1. Gênero: A Sobrecarga da Jornada Dupla

    O recorte por sexo é o mais desigual de toda a estatística. As mulheres representam 64% de todos os auxílios-doença por fatores psíquicos concedidos. No Rio Grande do Norte, esse índice acompanha a tendência, chegando a quase dois terços das licenças. Especialistas em saúde ocupacional apontam que o dado reflete o chamado “conflito trabalho-família”. As mulheres permanecem acumulando as cobranças de metas profissionais com o trabalho invisível e não remunerado do cuidado com o lar e familiares, gerando um cenário crônico de exaustão emocional.

    2. Idade: O Esgotamento no Ápice da Vida Produtiva

    A idade média das pessoas afastadas por saúde mental é de 41 anos. Não se trata de uma crise que atinge quem está entrando no mercado ou prestes a se aposentar, mas sim os profissionais que estão no ápice de sua capacidade e responsabilidade laboral. No entanto, há um alerta geracional: entre os jovens de 18 a 24 anos, a ansiedade disparou como a causa número um de interrupção do trabalho nas empresas, impulsionada pelo medo do desemprego e pela hiperconectividade.

    3. Escolaridade: O Adoecimento Intelectual

    Diferente de acidentes de trabalho físicos, que costumam atingir funções operacionais, os transtornos mentais têm maior incidência na parcela da população com maior nível de instrução. Cerca de 60% dos casos de transtornos psicológicos relacionados ao trabalho ocorrem entre profissionais com ensino médio completo ou ensino superior

    O adoecimento concentra-se em setores de serviços, finanças, comércio e educação. São profissões que demandam alta carga de esforço mental, cumprimento rígido de prazos sob pressão contínua, atendimento ao público e metas de produtividade agressivas — fatores que funcionam como gatilhos diretos para crises de ansiedade coletivas e o esgotamento por Burnout.

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  • Post 3975 sem título

    O município de Lagoa Nova, na Serra de Santana, está em luto. O adolescente Joabe Cauã, de 16 anos, faleceu no hospital Mariano Coelho em Currais Novos, após sofrer um grave acidente de trânsito. A colisão ocorreu na noite do último sábado, por volta das 20h, nas imediações do Bairro Jesus Menino. O jovem chegou a receber os primeiros socorros e foi transferido para atendimento médico de urgência devido à gravidade dos ferimentos, mas infelizmente não resistiu e veio a óbito.

    As circunstâncias específicas e a dinâmica que provocou o acidente fatal estão sendo investigadas pelas autoridades de trânsito da região. O corpo do adolescente foi sepultado sob forte clima de comoção de familiares, amigos de escola e vizinhos que acompanharam a trágica perda precoce.

    Moradores cobram providências contra o perigo nas ruas do bairro

    Embora a perícia técnica ainda não tenha apontado as causas que vitimaram Joabe Cauã, a ocorrência gerou revolta e um forte manifesto comunitário por parte das famílias que residem no Bairro Jesus Menino. Moradores relatam que o trecho e as vias adjacentes viraram pontos frequentes de abuso de velocidade e manobras perigosas por parte de condutores de motocicletas.

    Quem vive na localidade testemunha diariamente grupos de jovens que se reúnem para realizar malabarismos, como empinar motos, além de utilizarem veículos adulterados com canos de escapamento barulhentos. A comunidade aponta que a ausência de uma fiscalização de trânsito rigorosa, com blitze preventivas e instalação de redutores de velocidade, transformou a zona residencial em uma área de constante insegurança. Os moradores reforçam que o medo é diário, principalmente em relação ao risco de atropelamento de crianças pequenas e idosos que costumam circular pelas calçadas, exigindo respostas imediatas das autoridades municipais e de segurança pública.

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  • Custo da construção civil dispara em 2026: Veja a lista de aumentos dos itens básicos da obra.

    O sonho da casa própria ou da reforma está custando mais caro para o bolso dos brasileiros. O encerramento do ciclo de alívio nos preços de insumos industriais consolidou uma tendência de alta generalizada no setor imobiliário. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo IBGE (Sinapi), construir ou reformar ficou significativamente mais oneroso no segundo semestre deste ano.

    Os principais vilões do orçamento são os materiais estruturais e de instalações térmicas ou hidráulicas, fortemente impactados pela volatilidade do petróleo e pelo aumento das tarifas de importação de resinas plásticas

    Lista de Reajustes: Itens Básicos da Construção Civil

    Os relatórios de acompanhamento de insumos das câmaras da indústria e varejo apontam reajustes acumulados expressivos nos itens indispensáveis do canteiro de obras:

    • Tubos e Conexões de PVC: +35% de alta (Puxados pela sobretaxa sobre o imposto de importação de polietileno e resinas).
    • Eletrodutos de PVC (Instalações elétricas): +16% de aumento.
    • Cimento Portland comum e Concreto: +15% de reajuste (O saco de cimento, que operava na casa dos R$ 30,00, saltou para a média de R$ 45,00 em vários polos comerciais).
    • Vergalhões e Arames de Aço (Estrutural): +13% de alta (Refletindo a pressão dos metais industriais no mercado externo).
    • Tintas e Vernizes: +10% de reajuste (Impactados pelos custos de solventes petroquímicos e fretes logísticos).

    O Impacto por Metro Quadrado

    Para quem está planejando uma obra residencial de Padrão Básico, o custo médio no país gira em torno de R$ 1.350 a R$ 1.600 por metro quadrado, variando conforme o estado. Engenheiros orientam que o atual cenário econômico exige das famílias um planejamento financeiro rígido, preferindo compras em grande escala ou a substituição de acabamentos por marcas nacionais similares para evitar que o orçamento estoure antes da conclusão da laje.

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  • O Supremo e a metáfora dos três macacos: O Brasil exige uma Justiça que veja, ouça e fale

    Editorial

    Na tradição oriental, a imagem dos três macacos sábios — o que cobre os olhos, o que tapa os ouvidos e o que fecha a boca — carrega um ensinamento ancestral sobre como evitar o mal, não permitindo que a negatividade entre em nossa vida. No entanto, quando essa mesma imagem é transposta para o cenário político e institucional do Brasil contemporâneo, especialmente no atual momento vivido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a metáfora ganha um contorno inverso e preocupante. A postura do “não vejo, não ouço, não falo” deixou de ser um símbolo de sabedoria para se tornar o retrato do maior risco que corre a nossa democracia: a omissão.

    Marcada para os próximos dias, a inédita sessão em que o plenário da Suprema Corte decidirá se autoriza uma investigação criminal contra um de seus membros coloca o tribunal diante de um espelho histórico. O cidadão brasileiro, cansado de crises cíclicas e da sensação de insegurança jurídica, não aceita mais que as instituições adotem a postura do primeiro macaquinho, aquele que tapa os olhos. Diante de relatórios técnicos, mensagens expostas e indícios que afetam a moralidade pública, fingir que nada está acontecendo ou desviar o olhar por meio de manobras técnicas e formalismos jurídicos é fechar os olhos para a própria realidade do país.

    O tribunal também não pode se comportar como o segundo macaquinho, que tapa os ouvidos. O clamor que vem das ruas, o desalento do trabalhador e a desconfiança que ecoa no mercado internacional e na sociedade civil são ruídos altos demais para serem ignorados. Uma Justiça que se isola em uma torre de marfim e se recusa a ouvir as cobranças legítimas por transparência e igualdade perante a lei perde a sua conexão com o povo em nome do qual o poder é exercido. A autoridade não se impõe pelo silêncio imposto, mas pelo respeito conquistado.

    Por fim, o Brasil exige que o STF abandone o gesto do terceiro macaquinho, aquele que cala a boca. A autoconservação corporativa ou o silêncio obsequioso entre pares não podem silenciar a verdade. A resposta que os brasileiros esperam na próxima terça-feira não é o silenciamento dos fatos sob o tapete da burocracia, mas uma fala firme, clara e transparente. Se há culpa, que se investigue e se puna; se há inocência, que se prove às claras, sob a luz do sol do plenário público.

    O custo de continuar fingindo que não vê, não ouve e não fala é a falência definitiva da credibilidade institucional. Para que o brasileiro volte a acreditar em tempos melhores e para que o mundo volte a respeitar a solidez da nossa engrenagem democrática, o Supremo precisa mostrar que suas vendas cobrem apenas os olhos da estátua da Justiça — para garantir a imparcialidade —, e não os olhos dos magistrados que têm o dever de passar o país a limpo. É hora de abrir os olhos, escutar a nação e falar a linguagem da verdade.

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  • No próximo dia 30 de setembro, toda a comunidade escolar da Escola Municipal Manoel Belmino, em Cerro Corá (RN) — reunindo alunos, professores, gestão e famílias —, estará junta em um momento crucial de reflexão e aprendizado. A palestra “Mentira Tem Perna Curta, mas Notícia Falsa Tem Asas”, com foco especial nos estudantes do 6º ao 9º ano, abordará os perigos da desinformação, o combate ao cyberbullying e a urgência do pensamento crítico na era digital.

    O encontro será conduzido pelo Prof. e Psicanalista JB Moura, profissional com sólida trajetória e reconhecida atuação no campo da educação, da consultoria pedagógica e da saúde emocional.

    Unindo sua experiência no desenvolvimento de projetos formativos com a escuta psicanalítica, JB Moura traz uma perspectiva profunda sobre como os boatos e a cultura do “cancelamento” afetam o comportamento, as relações interpessoais e o bem-estar mental dos jovens no ambiente escolar.

    Em um cenário onde conteúdos enganosos e acusações virtuais viralizam em segundos, a iniciativa reforça o compromisso da instituição em formar não apenas leitores atentos, mas cidadãos conscientes e emocionalmente responsáveis. A palestra oferecerá ferramentas práticas para a checagem de fatos, incentivando o uso ético e seguro da tecnologia, além de promover um ecossistema educacional mais empático, seguro e saudável para todos.

    Leia mais →: Educação, Cidadania Digital e Saúde Mental: Escola Manoel Belmino recebe palestra sobre o impacto das Fake News com o Prof. e Psicanalista JB Moura.
  • Orgulho potiguar: Alex Ryan conquista a medalha de prata no Norte-Nordeste de Atletismo sob a preparação de Arthur Coimbra.

    O esporte de Currais Novos e do Rio Grande do Norte celebra um feito marcante no cenário nacional. O jovem Alex Ryan, aluno do Centro Educacional Logos, sagrou-se vice-campeão e medalhista de prata no Troféu Norte-Nordeste Loterias Caixa de Atletismo Sub-16, em Fortaleza (CE). No entanto, quem acompanha os bastidores das pistas sabe que essa medalha não foi fruto do acaso. Ela é o resultado exato de uma soma matemática perfeita: o trabalho de excelência do professor e a dedicação absoluta do atleta.

    A Engenharia do Atleta Completo

    Competir no Hexatlo — modalidade que reúne seis provas distintas em apenas dois dias (corridas com barreiras e de resistência, saltos em distância e altura, além dos arremessos de peso e dardo) — exige um preparo que vai muito além do talento natural. É aqui que entra o papel estratégico do professor Arthur Coimbra, profissional de Educação Física e preparador físico do Logos. Sob o seu olhar atento, foi desenhada uma planilha técnica minuciosa para lapidar a potência, a velocidade e o fôlego de Alex.

    Por outro lado, o planejamento de um treinador só ganha vida quando encontra um atleta obstinado. E a dedicação diária de Alex Ryan foi o combustível dessa engrenagem. O jovem enfrentou uma rotina rigorosa de abdicações, treinos exaustivos sob o sol do Sertão e um foco mental exemplar para equilibrar os estudos com a alta performance. Cada gota de suor derramada nos treinos na Escola Logos se transformou em centésimos de segundo poupados e centímetros ganhos na pista da Unifor.

    Orgulho para Currais Novos e o RN

    A medalha de prata de Alex Ryan consagra o Clube de Atletismo de Currais Novos e eleva o patamar esportivo do estado. Ela prova para toda a comunidade escolar que a união entre a infraestrutura de apoio, a competência profissional de professores como Arthur Coimbra e o coração valente de atletas dedicados como Alex é a fórmula definitiva para formar grandes cidadãos e campeões para a vida.

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João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

São mais de 20 anos dedicados à comunicação no Seridó e no Rio Grande do Norte, com atuação consolidada no jornalismo e no rádio, sempre marcada pela credibilidade, clareza e compromisso com a informação de interesse público. Sua comunicação se destaca pela responsabilidade editorial e pela capacidade de traduzir temas relevantes de forma acessível e impactante.

Mais do que informar, JB Moura comunica propósito. Em suas palestras e no Minuto Esperança, une conhecimento, fé e experiência para transmitir mensagens que despertam consciência, fortalecem valores e oferecem direção, impactando vidas com profundidade e esperança.

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